Pular para o conteúdo. Ir para a navegação
Brasília, 6 de Janeiro de 2009
Você está aqui: Página Inicial Cidadania Educação e Cultura Projeto Pintando a Liberdade
Ações do documento

Projeto Pintando a Liberdade

O Projeto Pintando a Liberdade tem como objetivo ajudar na ressocialização e profissionalização dos detentos do sistema carcerário brasileiro com a utilização da mão-de-obra destes na produção de material esportivo


conheça o portal Pintando a Liberdade


Criado em outubro de 1997 com a finalidade de ensinar aos presos um novo ofício e suprir a carência de materiais esportivos nas escolas públicas, o Programa Pintando a Liberdade é hoje um sucesso na produção de artigos esportivos e na ressocialização dos internos do sistema penitenciário brasileiro.

Iniciado com a mão-de-obra de 15 internos, no Paraná, e com a perspectiva de produzir 500 bolas mensais, o Pintando a Liberdade se firmou no sistema penal e se constitui em ferramenta indispensável nos presídios. A prova disso é que o programa do Ministério do Esporte em parceria com o Ministério da Justiça mantém atualmente 53 unidades de produção em 25 Estados e no Distrito Federal e emprega mão-de-obra direta de 12.700 detentos.

O Pintando a Liberdade já produziu mais de 700 mil itens, como bolas de futebol de campo, de futsal, basquete, redes, raquetes de tênis de mesa, bandeiras, mochilas e uniformes. Até o ano passado o programa atendeu mais de 12 milhões de crianças com artigos esportivos em todo o país. Em 2001, a produção foi de 450 mil bolas de diversos tipos.

Além de beneficiar no ano passado mais de 12 mil escolas públicas, o Pintando a Liberdade passou a ser reconhecido internacionalmente. O destaque são as bolas com guizo, utilizadas em torneios internacionais de futebol e futsal para portadores de deficiência visual.

As bolas são distribuídas atualmente para diversos países, entre os quais Inglaterra, Japão, Itália, China, Alemanha, Estados Unidos, Portugal, Canadá e França. A bola produzida no Brasil é a bola oficial escolhida pela Internacional Blinder Association (IBSA) para as competições envolvendo deficientes visuais. A IBSA é quem administra os campeonatos dessa modalidade.

Na confecção dos produtos são utilizados materiais com a mesma qualidade de marcas esportivas famosas. O Ministério do Esporte compra a matéria-prima para a fabricação dos itens esportivos com desconto de 30%, e contribui com o Ministério da Justiça na reinserção dos presos ao mercado de trabalho.

A implantação do projeto é feita em acordo com a Secretaria de Justiça e Esporte de cada Estado. Qualquer preso pode participar do pintando a liberdade, mas os critérios de seleção são definidos pela administração do presídio. Além de aprender um ofício, os detentos recebem um salário para ajudar nas despesas familiares. O valor é definido de acordo com quantidade de material que produzir no decorrer do mês. Para cada três dias trabalhados, o preso tem descontado um dia em sua pena.

por monica monteiro cocusÚltima modificação 08/02/2007 11:18